
Técnicas de Auto-salvamento (self rescue)
Estas técnicas aplicam-se nas seguintes situações:
1 - Quando umas das linhas da barra de comando do kite se rompe e o kite deixe de poder voar (fenómeno muito raro, apenas acontece quando o material se encontra em muito mau estado de conservação).
2 - Quando o kite cai na água e a técnica de relançamento não é eficaz (o kite não volta a subir).
3 - Quando o vento diminui muito de velocidade ou pára simplesmente e o kite cai sem sustentação.
4 - Quando o vento muda de direcção repentinamente e passa a ficar offshore impossibilitando o rider de voltar para terra.
5 - Quando o kite se enrola nas linhas de outro kite.
Procedimentos para as situações 1, 2 e 3:
A) Enrolar as linhas na barra do seguinte modo:
- Enrolar uma das linhas na barra (de preferência a 5ª linha ou a linha de segurança que geralmente corresponde a uma linha de força) cerca de 5/6 metros metros) antes de começar a enrolar as restantes linhas todas ao mesmo tempo. Deste modo o kite nunca irá levantar acidentalmente porque está preso apenas por uma linha e as outras não fazem pressão nem dão sustentação ao kite.
- Atenção - Nunca se vai ter com o kite, ou seja, nadar na sua direcção, sem primeiro enrolar todas as linhas de voo do kite, para que estas nunca se enrolem ao próprio corpo acidentalmente, impossibilitando a natação para terra.
B) Ao chegar ao kite:
- Desprender (desconectar) todas as linhas do kite menos uma para que o kite não fuga.
- Prender a barra à prancha, dentro dum foot-strap da prancha para que a prancha fique perto.
C) Esvaziar um pouco a bóia grande longitudinal do kite para conseguir agarrar as fivelas de self-rescue do kite, (ou as pontas do kite) localizadas do lado de dentro do kite (intradorso), uma fivela em cada mão, direccionar o kite para terra e deixar que o vento nos puxe de volta para terra, e PARAR, ou seja, largar um dos lados do kite, quando se chega á zona antes da rebentação (caso haja ondas) e soltar o que nos prende ao kite para que o kite vá com as ondas para terra e só depois vai o rider com a prancha para que não haja hipotese de ser enrolado e embrulhado nas linhas do kite com as ondas.
Caso não se sinta confortável em ir com a prancha nas ondas, deve enviar primeiro a prancha, depois e o kite e só depois o próprio rider.
Procedimento para a situação 4:
Seguir todos os passos anteriores “A) e B)” e em vez do passo C), fazer o seguinte:
D) Caso tenha certeza que chega em segurança a terra, deixe todo o material o mais hidro-dinâmico possível, para evitar um grande arrasto e nade em direção á costa.
Se não conseguir nadar para a costa, guarde energia-vital e fique à espera de algum barco ou helicoptero de resgate. Não esvazie nenhuma bóia, de modo a ficar mais visível e facilitar a sua localização.
Em qualquer dos casos nunca abandone o material, porque é mais fácil o Helicóptero ou o barco “SOS” vê-lo com material do que sem o material perto de si.
Nunca esvaziar a bóia longitudinal por completo pois é muito mais fácil o kite cheio ser visto do que apenas o rider dentro de água. Se alguém em terra ou dentro de água accionar os meios de salvamento (ISN ou Policia Maritima) há muito mais probabilidade do rider ser visto com o kite cheio do que com ele vazio.
Procedimento para a situação 5:
E) Caso as linhas fiquem enroladas noutras linhas de outro kite:
- Comunicar com o outro kitesurfista e combinarem para puxarem a segurança ao mesmo tempo, para que um dos kites não fique com a força de 2. Caso o outro rider active a segurança deves fazer o mesmo de imediato. Convém mesmo activarem as seguranças ao mesmo tempo.
- Nadar para terra, imobilizar os 2 kites e desembaraçar e desembrulhar as linhas.
- Não se deve tentar enrolar as linhas quando elas estão enroladas noutro kite, apenas nadar para terra e resolver tudo em terra.
Por: Duarte Coelho
NOTA: Todo este manual foi criado originalmente por Duarte Coelho





